segunda-feira, 14 de julho de 2014

Rouquidão




A rouquidão pode ser definida como qualquer mudança vocal ou a dificuldade de produzir som ao tentar falar. Ela pode ser aguda (curta duração) ou crônica (longa duração).


 Normalmente é causada por um problema nas cordas vocais, como um inchaço da laringe. Se a rouquidão permanecer por semanas, recomendamos que procure um médico especialista pois pode se tratar de um caso mais grave como o câncer de laringe.


  As principais causas da rouquidão são:


  • Refluxo;
  • Alergias;
  • Câncer de laringe;
  • Tosse crônica;
  • Resfriados ou infecções;
  • Fumar e beber em excesso;
  • Uso abusivo da voz.


O descanso e tempo podem melhorar a rouquidão, caso seja do tipo aguda. Umidificadores de ar, se hidratar, chás, sopas, gargarejo com água morna e sal, entre outras medidas caseiras, podem ajudar a melhorar a rouquidão.


O tratamento varia de acordo com a causa da rouquidão:


- processo inflamatório: laringite viral, bacteriana ou outras - disfonia que resolve em um período de até dez dias. A orientação básica é hidratação intense, repouso vocal (não falar nada por pelo menos três dias), cortar alimentos ácidos e com cafeína e comer maçã. Se não houver melhora em uma semana, deve-se procurar um especialista.



- lesões nas cordas vocais - cisto, sulco, pólipo, granuloma e papiloma - Paciente com rouquidão de longa data sem melhora com tratamento clínico. O tratamento pode ser clínico com sessões de fonoterapia ou cirúrgico de acordo com o caso.




- Tumores benignos ou malignos - mais comuns em homens de meia idade, relacionados ao tabagismo e etilismo. Quanto mais precoce o diagnóstico, melhor e mais simples será o tratamento, que pode envolver desde uma cirurgia minimamente invasiva, até cirurgias intensas, radioterapia e quimioterapia, portanto, sempre que alguém tiver alguma alteração na voz, um otorrinolaringologista deve ser consultado para uma avaliação, sendo que a detecção pode ser feita pela Laringoscopia e confirmada por Biópsia em Centro Cirúrgico.




Mito: para projetar a voz, é só falar alto
Projetar a voz depende de técnica, enquanto falar alto pode ser prejudicial à saúde vocal e te deixar rouco. "Uma
voz projetada e forte depende de um bom aporte pulmonar e de articulação ampla e precisa dos sons", explica a fonoaudióloga Maria Lucia Dragone, Coordenadora do Departamento de Voz da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia (SBFa). Treinamentos e técnicas oferecidas por um fonoaudiólogo podem auxiliar no desenvolvimento dessas funções.  





Mito: quando estamos roucos, o melhor é sussurrar
Jamais! Segundo a fonoaudióloga Anna Alice Almeida, da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia, o sussurro pode provocar tensão da laringe na tentativa de bloquear a passagem do som. "Na
rouquidão ou afonia, poupe a voz - usando-a somente quando necessário -, procure articular bem as palavras e hidrate-se", recomenda. A ingestão de goles de água ao longo do dia faz muita diferença.  





Mito: é normal um professor ficar rouco ou cansado sempre
Não importa se a pessoa usa muito a voz na profissão - ficar rouco com frequência é um problema que precisa de atenção. "A rouquidão exige um esforço a mais para falar, porque a corda vocal está 'pesada', lesionada, e causa desgaste", explica a fonoaudióloga Marta. Essa lesão também pode indicar doenças, como câncer de laringe, ou mesmo ser indício de que a pessoa faz força demais para falar - o que não é necessário. Por isso, se a sua rouquidão persistir por mais de 15 dias, procure um médico ou
fonoaudiólogo para verificar se há algum problema.  





Mito: pastilhas, sprays e balas de hortelã ou gengibre ajudam a manter a voz saudável
Segundo a fonoaudióloga Marcia Menezes, professora da Universidade de Guarulhos, essas soluções dão uma sensação de conforto temporário. "Na maioria das vezes, possuem componentes anestésicos que só camuflam o sintoma da disfonia (distúrbio da voz)", explica. Passado o efeito de anestesiar a dor, a inflamação e a rouquidão continuam. "Sprays devem ser usados, portanto, apenas quando prescritos pelo médico e em casos específicos, como de inflamações das vias aéreas", recomenda a fonoaudióloga Maíra Padilha, também da SBFa. 





Mito: mel e limão e vinagre e sal são boas soluções caseiras para a voz
As fonoaudiólogas são unânimes: não há comprovação científica de que essas alternativas realmente beneficiam a voz. Na verdade, essas combinações devem ser evitadas. A fonoaudióloga Maria Lúcia conta que apenas o
mel, consumido sozinho, pode ser um lubrificante da garganta, da faringe e da boca. "Mas o limão, o vinagre e o sal ressecam as mucosas e não devem ser usados com objetivos vocais", alerta.  





Mito: café e chá preto deixam a voz mais limpa
Marcia Menezes conta que essas bebidas costumam agredir o estômago. "Como muitas vezes as disfonias estão relacionadas a quadros de refluxo, que irritam a laringe, o café e o chá preto indiretamente podem não fazer bem à voz", explica. A fonoaudióloga Marta também lembra que esses líquidos devem ser evitados, principalmente, por cantores e atores: "Bebidas quentes podem ser vasodilatadoras, ou seja, dilatam os vasos sanguíneos e provocam edemas, inchaços nas pregas vocais que favorecem apenas os tons graves, prejudicando os agudos".





Mito: tomar goles de bebida alcoólica ajuda a aquecer a voz
A ingestão ou gargarejo de conhaque, uísque ou qualquer outra bebida com álcool irrita os tecidos da laringe e reduz a sua sensibilidade, causando a ação imediata de anestesia. "Desse modo, a pessoa não sente o esforço e pode cometer um abuso vocal, acreditando erroneamente estar falando ou cantando melhor", conta Anna Alice Almeida. O resultado desse exagero é um desgaste ainda maior da voz, com lesões, inflamação, dores e rouquidão.  





Mito: quando há secreção na garganta atrapalhando a voz, é melhor pigarrear
Pigarrear faz com que ocorra um forte atrito entre as pregas vocais, ou seja, uma batida forte entre as "cordas vocais". "Quando esse efeito é constante, pode não só prejudicar a saúde vocal como contribuir para o aparecimento de lesões nas pregas, pois o atrito provoca irritação e descamação do tecido", alerta a fonoaudióloga Maria Lúcia. Para limpar e acabar com a secreção, a melhor forma é seguir o tratamento recomendado pelo médico e beber pequenos goles de água a cada 15 minutos.  




Lembre-se sempre que qualquer caso de alteração na voz por mais de cinco dias deve ser encaminhado para avaliação da voz por um especialista.

sábado, 5 de julho de 2014

Zumbido


Zumbido, ou tinnitus, é uma sensação auditiva cuja fonte não advém de estímulo externo ao organismo. A causa mais comum é devido a algum grau de perda auditiva como a causada por exposição prolongada a ruídos intensos ou ainda aquela provocada pela idade. Também pode ser causado por acidentes, infecções de ouvido ou stress.

Em cerca de 80 a 85% dos casos, o zumbido é acompanhado por perda auditiva.

O tratamento do zumbido é possível na maior parte dos casos, porém, antes disso, o médico deve buscar a causa e, se possível, tratá-la.

  

O ciclo vicioso do zumbido


O zumbido pode desencadear emoções negativas. Muitas vezes a gravidade da sua reação depende da sua percepção do som. Se é negativo, é provável que você tenha uma resposta emocional negativa. Quando o fizer, ele pode fazer o seu cérebro prestar mais atenção ao zumbido. E um ciclo se inicia, que afeta seus sistemas nervosos. Ansiedade, perturbações do sono, depressão e baixa concentração pode ocorrer, todos os quais reforçam o ciclo vicioso.


Causas do zumbido


Danos das células ciliadas, que também causa perda de audição, é considerada uma das causas mais comuns de zumbido. Zumbido está também associada com:

·Degeneração dos ossos do ouvido médio

·Prejuízo para o orelhas, pescoço ou cabeça

·Doenças neurológicas

·A exposição a ruídos

·Os efeitos colaterais da medicação



Com exceção de um pequeno número de casos de zumbido que são medicamente tratáveis, a causa do zumbido não é relevante para a escolha de tratamento para o zumbido.

Tontura

A tontura é uma ilusão de movimento. É a sensação de que existe um movimento, sem que haja um movimento real. Pode ser como uma instabilidade, desequilíbrio, sensação de queda, desvio da marcha ou uma flutuação.


O diagnóstico é feito através de avaliação otorrinolaringológica, Audiometria,
Impedânciometria, Vecto-eletronistagmografia ou Testes Vestibulares e exames laboratoriais.


O tratamento varia de acordo com a causa, podendo variar desde medicamentos, fisioterapia, hidroginástica, reabilitação vestibular.


Medidas para controlar a Tontura e Vertigem

Existem algumas medidas que poderão ser úteis no tratamento da vertigem e sintomas associados. Se não houver contra-indicações de ordem médica ou impedimentos de natureza física, algumas recomendações gerais ao paciente podem ser úteis:

- Coma bem pela manhã, menos no almoço e bem menos à noite e evite ficar mais do que três horas durante o dia sem ingerir alimento; 

- Mantenha o peso próximo do ideal, pois um aumento de peso pode modificar o centro de gravidade e dificultar a manutenção do equilíbrio corporal;

- Evite o uso de carboidratos de absorção rápida (açúcares refinados). Se for necessário, utilize adoçantes como a sucralose e alimentos dietéticos. O açúcar natural das frutas é de absorção lenta e não prejudica a função labiríntica;

- Não abuse de massas e comidas gordurosas;

- Coma devagar, mastigando bem os alimentos; 

- Evite cigarro e bebidas alcoólicas; 

- Evite o chocolate;

- Reduza substancialmente ou elimine o fumo;

- Evite mais do que três xícaras de café ou chá preto ao dia; 

- Beba quatro a seis copos de água por dia; 

- Nunca tome medicamentos sem orientação médica;

- Evite antiinflamatórios não-hormonais, diuréticos e moderadores de apetite, sempre que for possível;

- Procure evitar situações de stress emocional, ansiedade e fadiga excessiva; 

- Evite o repouso excessivo;

- Procure andar trinta a quarenta minutos por dia ou praticar regularmente exercícios físicos, excluindo os de alto impacto físico (consultar o médico antes de iniciar um programa de exercícios).


E, durante a crise, não assistir televisão, ler livros ou ficar no computador.

Refluxo Faringo-Laríngeo


Refluxo Faringo-Laríngeo:

 

Trata-se do refluxo do conteúdo gástrico para a região de laringe e faringe, levando a vários sintomas em ouvido, nariz e garganta. Em crianças, pode ser a causa de otites de repetição e otite serosa (secreção dentro da cavidade timpânica). Em adultos, pode levar a sintomas de laringite - rouquidão, pigarro, tosse seca, sensação de bola na garganta, dor de garganta de repetição e sensação de ouvido entupido.

 

O diagnóstico é feito sempre através de exame de vídeo-laringoscopia, podendo ser verificada a inflamação da região da laringe. É importantíssimo salientar que, no caso deste tipo de refluxo, não é obrigatório que o paciente tenha sintomas como azia, queimação no peito e regurgitação, já que, por diversas vezes, verificamos a presença de Refluxo Faringo-Laríngeo não acompanhado de Refluxo Gastro-Esofágico.

O tratamento consiste em orientações e medicamentos, que serão aplicados a cada caso.

 

Orientações:

 

Suspender o uso de:

- café, chocolate, chá preto ou chá mate e tudo que contenha cafeína

- refrigerantes

- gordura e frituras

- álcool e cigarro

- frutas ácidas (laranja, limão, abacaxi, maracujá, acerola, kiwi, morango, etc.)

- condimentos - pimenta, ketchup, mostarda, extrato de tomate, etc.

- sucos industrializados

 

Deve:

- comer a cada três horas

- esperar três horas da última refeição para dormir

- no jantar, optar por uma refeição mais leve

- na crise, elevar a cabeceira da cama 20cm e não fazer exercícios abdominais.

 

Tratamento medicamentoso individualizado para cada caso com remédios que diminuem a produção de ácido e que melhoram a motilidade gástrica.

 

Alimentos não ácidos que podem ser oferecidos a quem está em tratamento de refluxo:
 

- Laranja Lima 
- Melão 
- Ameixa seca 
- Caqui 
- Goiaba
- Abacate 
- Cajú 
- Mamão 
- Banana 
- Pêra
- Manga 
- Melancia 
- Jabuticaba 
- Pinha 
- Maçã